Quando me amei verdade

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Quando me amei de verdade
pude compreender
que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,na hora certa.
Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade
pude perceber que o sofrimento
emocional é um sinal de que estou indo
contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade

parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece contribui
para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade
comecei a perceber como
é ofensivo tentar forçar
alguma coisa ou alguém
que ainda não está preparado.
- inclusive eu mesma.

Quando me amei de verdade
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e – qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!

Quando me amei de verdade
desisti de querer ter sempre razão,
e com isso errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.

 (Original: When I Loved Myself Enough)
Kim McMillen & Alison McMillen

Beijo

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Sem ele não há céu.
Não importa quanto se insista baseado na racionalização—sem ele, só restam justificativas.

Sem ele, o que poderia ser bom torna-se azedo.

Nada resiste.

Duas pessoas são capazes de passar por muito juntas: brigas, mortes, decepções, falta ou excesso de dinheiro, mas sem o beijo o que era um casal torna-se dois seres. Que podem, porventura, viver juntos e dizer que se amam, mas não tocam seus lábios, o que dirá de suas almas.
(Ailin Aleixo)

O vulto constante

Foto: Alex Fas

Tempos de definição são difíceis. Duros. Exigem de nós energia que por vezes não temos—não é todo dia que queremos lutar contra sentimentos díspares, complicados, que desejamos nos perguntar se realmente o amor acabou, se o que sobrou foi só carinho e preocupação, ou se ainda existe um resquício mínimo que guarda em si a possibilidade do renascimento. Não é todo dia que temos fôlego para questionar o que fizemos de nossa vida até aqui e qual o rumo que realmente queremos dar a ela. Cansa. Exaure.

Tudo muda quando se passa por uma cisão que altera a maneira de ver o mundo: lá se vai a crença de um amor que resiste a tudo e fica um gosto estranho de fracasso, como se as emoções, e as pessoas, pudessem ser avaliadas em termos tão maniqueístas... Separar-se de alguém que se amou demais é, antes de mais nada, triste. Mas tristezas, por mais fundas que sejam, passam. Desde que não as alimentemos.

E a forma mais comum de alimentá-las é insistir em um contato nocivo por nos trazer alento, um tanto duvidoso, mas um alento: a voz conhecida, as palavras um dia tão queridas, o choro que sabemos como estancar, a risada que nos lembra dias mais ensolarados (você já reparou como nos sentimos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, com todos os seus problemas, do que com o vislumbre do futuro?). Alimentá-la é achar que isso pode, em algum nível, fazer bem para algum dos dois. É como manter vivo um paciente com falência cerebral na esperança de que um milagre o faça acordar sorrindo, inteiro. Dói todos os dias em que isso não acontece. E dói mais ainda quando, finalmente, ele morre— mas, então, pelo menos, todos estão livres para seguir a vida.

A verdade é que enquanto não decidimos se acabou ou não, se queremos aquela relação de volta (com todas as idiossincrasias, neuroses e desgastes que nos fizeram partir) ou se ela faz parte do panteão do passado, nada anda. Ninguém novo pode entrar, arejar os dias. Nem sozinho ficamos bem. Só a vulto constante da tristeza nos acompanha, mesmo nas horas mais alegres—ela sabe que, a qualquer momento, a guarda baixará e ela terá espaço suficiente pra se instalar.

(Ailin Aleixo)

Esperanças que se renovam!

Mais um velho companheiro, que deu tudo por nós, está se despedindo. 2013 nos viu chorar, sorrir, soluçar, suspirar. Ele tentou de tudo e realizou algumas coisas pra nós. Querido ano velho, a você, minha eterna gratidão. O que você não realizou não importa. A torcida é camarada!!! Agradeço-lhe pelos calços e percalços da vida. Eles me impulsionaram adiante. Consegui, poucas vezes, mas consegui: admirar a madrugada conservadora mesclando-se ao éter vermelho, ainda tímido, que  prenunciava a manhã renovadora... Escutei os pássaros, beijei o beijo das ondas de espuma com a areia da praia! Banhei-me ao luar, enquanto escutava a queixa da areia úmida tocada pelos meus passos de esperança. Contemplei a política dos homens e me envergonhei de sua pequenez... Outras vezes, vasculhava os céus procurando algo, e subitamente, me envergonhava da minha pequenez ante o onipotente e onipresente Criador. Curiosamente, sentia que ele não se envergonhava de mim. Até pelo contrário, demonstrava uma paciência infinita, de quem tem todo o tempo para nos aguardar. Talvez até me sussurrasse através da brisa, que eu e os políticos, um dia, estaremos juntos diante dele...
Então, querido 2013, você me inspirou, me viu quase desesperar, me ajudou a esperar e aqui estou, já com saudades de ti. Vai com Deus. Vai na paz. Carrega nossa gratidão maior! Beijos!
Agora, vou desejar ao nosso 2014, novinho em folha, que ele chegue de mansinho, trazendo-nos a felicidade definitiva. Definitiva enquanto soubermos o que desejamos. Que possamos entender que ser feliz não é almejar o que não temos, mas, sim, amarmos aquilo que já é nosso e nos foi doado pela Grande Vida. Que choremos de felicidade com o choro do bebê, com o riso dos amigos, com a saída para o trabalho e a volta para o lar. Abençoar aquele copo d'água na hora certa! Curtir a brisa refrescante e a promessa de um novo dia. Rever o sol que nos deixou ontem à tarde. Correr na chuva! Gritar na praia deserta, nadar nas águas de sal, azuis ou verdes... Contemplar a velhice e acreditar que vamos chegar lá! Admirar a juventude e dizer que viemos dali... E, o mais importante: Jamais esquecer de dizer "eu te amo!" para quem está em nossa casa!
Em tempo: A casa de Deus  também é a nossa casa. É bom dizer a Ele, todos os dias: "Eu te amo, meu pai sublime e misericordioso!" E se você não acredita, se é ateu, não tem importância. Diga à Natureza o quanto ela é linda!
A VOCÊ, QUERIDO (A) AMIGO (A), UM FELIZ ANO NOVO, COM TUDO DE BOM PARA TODOS NÓS!

(Adilson de Freitas)

Feliz Natal e Próspero 2014!


A todos que visitaram este o blog (lotusmagia), eu desejo sinceramente que o espírito natalino brote em seus corações, preenchendo cada lacuna de acordo com a sua necessidade e acrescento ainda: saúde, amor, paz e harmonia!
Que o ano de 2014 seja um ano de grandes realizações na vida de cada amigo ou amiga (que dedicou um pouco do seu tempo lendo nossas postagens) e suas respectivas famílias!

Beijo com carinho e respeito cada alma gentil!

Um cordial abraço,

Dora.

@->- Então é Natal...

 Imagem: www.osmais.com 

Comemoramos  nesta data o nascimento de Jesus, o Salvador, repetimos o gesto dos Reis Magos guiados pela estrela, saindo do leste para adorarem o Rei dos Judeus levando com eles ouro, incenso e mirra.
Analisando o importante fato eu me debruço sobre a mesa e começo a pensar na figura desses homens, o momento do acontecido e principalmente na pessoa de Jesus. Se estivermos tentando repetir o gesto eu não poderei desejar “Feliz Natal” apenas como uma citação poética ou repetir a frase como tantos fazem – da boca pra fora. Quantas vezes eu deixei de lado a pessoa de Jesus quando fui capaz de mentir, trair, enganar, matar, roubar...
- Quem foi Jesus e quais foram seus ensinamentos? - Um homem simples, justo, capaz de perdoar, amar independentemente do status de cada um.
Nos presentes dos Reis Magos estariam também o coração deles ou foi simplesmente um gesto banal que satisfez os curiosos e concomitantemente aumentou os lucros do comércio local?
Minha casa está decorada em vermelho e branco para este momento lindo. O vermelho representa o poder, força, paixão, energia, excitação. O branco por sua vez significa a paz, pureza, inocência, otimismo... a luz pura vinda do sol  - visível por um prisma segundo  Isaac Newton.
A mesa está farta e há comida e bebidas para todos, porém durante o ano inteiro eu vi crianças famintas, famílias desabrigadas, mendigos nas calçadas, meu vizinho doente sem dinheiro para comprar seus medicamentos... Bom, isso não é problema meu. O governo deve ampará-los, pois não vim ao mundo para consertá-lo.
Voltemos à pessoa de Jesus e me questiono sobre o Natal... Como Jesus reagiria se eu o encontrasse em pessoa neste exato momento?
Bem, hoje é Natal e amanhã será outro dia. Meus presentes já estão todos comprados e cada um que se preocupe em agregar os valores que lhe convêm. Se eu não der presentes aos meus colegas de trabalhos eles dirão que sou sovina, meus filhos ficarão tristes, meus amigos não me convidarão mais para sua ceia. Que viva o Natal! 
Quanto ao espírito natalino depois eu irei à igreja e estaremos quites, Jesus!
-Dora Vitoriosa-