Angelino Pereira

Angelino Pereira

Falar de mim, como autor, e/ou dos meus livros, é algo muito difícil pelo número de personagens que tenho criado em meus romances, porém, posso falar-vos do meu sentir o mundo e das razões porque escrevo.
Incomoda-me a sociedade materialista para onde nos empurraram, o caminhar apressado das pessoas, sem tempo para pensarem. Todos caminham sem tempo para nada. A vontade de chegar, sem saber onde, na ganância de tudo, atropela e esmaga a esperança de viver. E as crianças, que a sorte não privilegiou ao nascer, são apanhadas pela velocidade do tempo, na dor, na fome, na desgraça e na indiferença de quem passa. A sociedade humilha as crianças e faz a pessoas que depois detesta. Então o poeta, inconformado, grita na esperança que o mundo o ouça: “Usadas porquê e por que razão?” As crianças são o melhor do mundo…E olhando o nosso mundo, o que vemos, através da “caixa mágica”? Observamos a maldade e ouvimos os gritos da dor adormecida na fome de crianças que o homem escraviza. E o GRITO do poeta atormentado soa no tempo da irracionalidade que faz a guerra e mata a vida de tantos inocentes.
A criança continua sofrendo porque o homem não tem noção do tempo e mata a criança que nasceu dele, e pior, não a sentiu crescer nele. Então a minha escrita e o meu grito, com alma aflita, mas sempre insisto para decifrar o mistério da pobreza humana.
Desejava que todos lessem mais livros e outros começassem a ler, para termos pessoas mais sensíveis e solidárias na partilha, que deve ser uma constante para que possamos todos viver mais felizes. Mas parece que em tempo de crise a cultura é um bem supérfluo, quando, na realidade, devia ser um bem de primeira necessidade.
Nem só de pão vive o homem e para aqueles que devem receber um pão, é preferível dar-lhes metade e outra parte de cultura, porque de certeza se continuarem no mesmo estado vai permanecer a necessidade do pão de caridade, ou pior da piedade.
Sei que leitores gostam de saber o que pensa o escritor quando escreve histórias que alimenta as suas vidas. É claro que sempre lhes digo que eu sou o fruto dos livros que li e vou crescendo nos livros que vou lendo. E quando escrevo dou a alma para alimentar a vida do leitor, porque também outros autores alimentam a minha. E se cada um dá do que tem, eu, quanto mais tiver, mais darei, daí a minha procura permanente do saber para alimentar emoções e produzir ensinamento.
Entre as questões que me colocam, a propósito do meu mais recente romance “Encontros de vidas”, eu posso responder de forma simples como deve ser a vida para se revelar bela e para que os leitores conheçam um pouco mais de mim...
Algumas vezes me têm perguntado: - “Professor, os seus romances contam a vida do autor?” E eu respondo-lhes: - “Os meus romances contam a vida de todos os leitores e inevitavelmente passam pelas minhas experiências e pelo meu sentir, como leitor, porque primeiro que autor, eu, sou um apaixonado leitor de livros e da vida.
O autor inevitavelmente arrasta os leitores para os caminhos que percorre ou percorreu. São meras coincidências que se confundem com realidades, numa ficção que pretendo com semelhanças reais para que todos entendam a mensagem. E por vezes os leitores até se revêm nas personagens, e isso é bom para que a mensagem consiga o seu objetivo. Os meus alunos gostam das minhas aulas, porque consigo gerar emoções com exemplos práticos, enquadrando os conteúdos nas vivências do quotidiano. Não se pode falar numa linguagem que distraia, para não desperdiçar sinergias. O poema, para mim, tem que ter musicalidade...
Claro que o público gosta de saber como se escreve a obra e quais os objetivos que a
orientam: Escrevendo, dia a dia, hora a hora, pensando no mundo e nas pessoas e nos problemas que as consome.
Robert Kennedy disse um dia: “Há homens que vêm as coisas como são e perguntam: Porquê? Eu sonho coisas que nunca existiram e digo: Porque não?” O objetivo da minha obra é tornar o mundo mais humano já que temos perdido essa humanidade em favor do material que nos conduz a nada e decerto resulta no vazio de nós mesmos. Temos que parar e pensar se vale a pena caminhar tão depressa para não chegar, porque nos perdemos no caminho. Quando algum dos meus alunos me diz: professor: “Não sei como fazer o trabalho que me recomendou. -”Então, eu respondo-lhe: - “Quanto chegares ao cruzamento que te mostra vários caminhos, ficas perdido, desnorteado, se não tiveres previamente definido a direção que queres seguir. Primeiro precisamos de saber por onde queremos ir e o resto é fácil se tivermos vontade para continuar. É tudo uma questão de querer: querer estar, querer fazer, querer partilhar... Porque na vida só faz falta quem quer estar.
Alguns querem saber, quanto tempo dedico à escrita, para saberem quanto tempo preciso para escrever um romance...
O tempo para a escrita e, para a leitura, porque não se pode escrever sem primeiro ler muito, é o possível. Mas para quem não vive da escrita, é o que se pode retirar ao descanso do corpo para desenvolver o pensamento que muito melhora a qualidade do trabalho que tenho que realizar e poder retirar os meios para sobreviver e pagar o meu vício de escrever, que não tem sido nada fácil com a já considerável produção literária que tenho ao dispor dos leitores.
Mas o tempo para a escrita está sempre condicionado ao momento de inspiração, ao lugar, à emoção. Posso agarrar as personagens ou perdê-las e às vezes tenho que me levantar de madrugada para falar com elas. Daí que existem muitas variáveis para a realização do romance e, dependendo do número de páginas, pode precisar de dois anos ou mais para a sua concretização, ficando entretanto produzidos muitos textos e muitas participações em antologias, jornais e-books e tantas mensagens partilhadas com amigos da mesma loucura espalhados pelo mundo, principalmente lusófono, nos sons da mesma língua, com sabor especial.
Muitos esperam encontrar nos livros caminhos, experiências, ensinamentos... Enfim, algo que lhes possa mudar a vida, bem como sempre procuro em todos os livros que leio. Eu acho que o livro pode apontar outra forma de ver a vida e a esperança que são necessárias para continuar o caminho... Devemos ver a vida sem medo. Acho até que o medo é um empecilho do desenvolvimento e da felicidade. Os meus livros mostram crises, económica e de valores mas a segunda é a que mais me incomoda... Mas enquanto não conseguirmos resolver a crise de valores, jamais conseguiremos resolver a crise económica. O mundo foi enganado! Os homens prometeram um céu que eles imaginaram, cheio de tudo e enganaram-se. Puserem as pessoas à procura entre bens materiais mais sofisticados e anda tudo perdido, procuram e não se encontram, porque o céu, que os homens prometem, não existe. O céu da felicidade está dentro de cada um de nós e não vale a pena procurar se o próprio não se encontra.
Um romance vivo com histórias de vida, onde os leitores se encontram, é “O Preço da Vitória”, maio de 2010. Mais recentemente, março 2012, “Encontros de vidas”. Ambos contêm ensinamentos de vida, cientificamente provada, que podem ajudar a orientar projetos, até os que há muito foram adiados. Os livros podem mudar a  vida de qualquer leitor.
A minha vida tem sido influenciada por autores que li e outros que vou lendo.
E quando me perguntam, quem deve ser o meu público leitor, eu recomendo: Todos, mas particularmente os jovens para quem direciono esperança e vontade para vencer. O mundo não é tão mau como alguns o querem pintar. Eu mostro-lhes como em tempos difíceis se pode vencer com determinação. Têm que lutar por aquilo que acreditam. O pior que nos pode acontecer é não termos projetos de vida, ideias que fazem a nossa forma de estar no mundo.
Não temos que copiar ninguém mas sempre iguais a nós próprios. Sabemos que temos que viver com as diferenças que geram problemas, que temos que resolver. É por isso que estamos aqui... cada um com seu lugar no mundo, pelo seu próprio direito de estar.
Todos iguais nos direitos mas diferentes na personalidade que carateriza o indivíduo e o torna igual a si próprio, sem ter que ser igual a ninguém. Nenhum ser humano repete as linhas que identificam as impressões digitais!
Há uma tendência para formatar... Criar estereótipos e eu quero alertar para o perigo da manipulação das massas.
A minha preocupação, são os grandes temas da vida: os verdadeiros valores da humanidade num mundo em risco de se desumanizar. As grandes interrogações da consciência e os objetivos de cada um que devem merecer a atenção dos governantes para não perdermos o potencial humano. Todas as organizações se fazem com as pessoas e todos os objetivos devem ter como fim as pessoas. Desviar as novas capacidades para fins não humanitários é muito perigoso, porque pode gerar descontentamentos incontroláveis. Não devemos menosprezar ninguém, porque ninguém é dono do mundo nem da vida. Graças a Deus.
E quando me perguntam qual dos meus livros que mais gosto. Eu fico sem saber como responder, por que na realidade são amores tão fortes e também únicos e cada um está inevitavelmente marcado pelo tempo, único em cada livro. Eu tenho sete “filhos” diretos e algumas dezenas adotados por cooperação. São participações em coletâneas: antologias e CDs. Mas o mais forte foi escrito pelo “Preço da Vitória", muito recomendado para o trabalho sério de cada um. Agora tenho este amor imenso para que os leitores viajem pelos caminhos do bem-fazer, realizando tudo por amor. Quem faz por amor está permanentemente apaixonado. Como escrevo por amor, estou apaixonado por todos os livros que escrevi. Eles são a minha loucura.
Os leitores gostam se saber quando me surgiu o interesse pela escrita. E eu digo-lhes: Desde muito cedo, como acontece com todas as pessoas que gostam de ler e se apaixonam pela vida. A adolescência é uma idade marcante pelas grandes paixões. 
Escrevemos muitos poemas à procura de respostas para tantas interrogações que nos afetam e tantas vezes podem desviar as nossas orientações de vida. É um período determinante para desenvolver as nossas capacidades. Na adolescência todos os caminhos são possíveis e eu enveredei também por este, que é a minha sã loucura.
Mas o isolamento gerado pela guerra colonial (em África) refortaleceu o que estava guardado em mim e quando regressei para junto dos meus, fui completando um conjunto de textos que mais tarde fizeram o meu primeiro livro, “no conto do meu poema” – 1995 - Participando entretanto em concursos de poesia e jornais e na antologia dos poetas vimaranenses – 1993. E pronto o resto já conhecem, através da minha biografia e nos caminhos da internet: meu blogue e facebook.
Colaboro em vários jornais, regionais e portais na internet e tenho um público muito especial no Brasil, como resultado de alguns encontros com amigos brasileiros, quer da minha presença e confraternização em São Paulo e Estado de Santa Catarina, bem como encontros de vidas, durante viagens à Europa e ainda as amizades que se têm gerado através da rede social, particularmente no Facebook. O número de amigos que hoje tenho no Brasil leva-me a pensar em um próximo romance a publicar em São Paulo. Quem sabe? O meu mais recente romance “Encontros de vidas”, tem uma grande parte da sua estória: São Paulo, Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Florianópolis - Santa Catarina. E até a sua paradisíaca ilha de Porto Belo. Enfim, boas razões, para eu voltar ao Brasil. Mas agora, aproveito para enviar abraços a todos os meus amigos brasileiros.
E pronto penso que os leitores ficaram mais esclarecidos... Agora só falta mesmo lerem a obra de Angelino Pereira... Muitos leitores têm enviado parabéns e carinho através de mensagens por todos os meios eletrónicos disponíveis e muitos alegram o autor quando me dizem: “Li e compreendi”.
Transmitem-me uma grande satisfação e um forte estímulo para continuar. Se eu gosto de escrever e alguém me diz que gosta do que eu escrevo, então completa-se o prazer da obra realizada. De qualquer forma eu vou continuar porque gosto do que faço e se vou sabendo da alegria que os meus romances vão produzindo nos leitores, então, tudo se completa no milagre da escrita.

13outubro2012
Angelino Pereira


47 comentários:

Angelino Pereira disse...

Obrigado à Amiga, Dora Santos, pela gentileza e disponibilidade. É sempre bom saber que lá longe, no além-mar, onde chegaram os navegadores portugueses, a minha obra é lida e divulgada por Pessoa que ama a vida e tudo que faz melhorar o viver. Abraço.
Aproveito para informar a possibilidade de entrada no "Nostalgia entre Angola e o Puto", outra odisseia de portugalidade e aventura na lusofonia:
COMO É DIVERTIDO INTERAGIR COM O "NOSTALGIA ENTRE ANGOLA E O PUTO”!
EXPERIMENTA E VAIS GOSTAR... "O JOGO DAS PALARAS"
NO CONTEXTO E NA FORMA. ESPETACULAR!
http://books.google.pt/books?id=OlAxAQAAIAAJ&q=noite&hl=pt-PT&source=gbs_word_cloud_r&cad=5

Angelino Pereira disse...

Saber que ganhei mais uma Amiga nesse Grande País, Brasil, e ver a sua disponibilidade para divulgar a obra, que vou fazendo, no seu blog, é motivo de muita alegria e tanta força me dá para continuar... As redes sociais, e particularmente o Facebook, geram estas maravilhas do mundo virtual, onde se fazem grandes amizades. E do virtual se descobrem mundos que se cruzam num "Encontro de vidas", provando afinal que Deus sabe o que faz.
O meu muito obrigado, à Amiga Dora Santos, por partilhar o seu espaço, (blog), pela divulgação do autor e da obra, pela amizade e faço votos para que Deus a abençoe, bem como tem abençoado a obra que vou fazendo. E que o mundo seja melhor para todos. Abraço.


Flor de Lotus disse...

Caro Angelino Pereira
Almas gentis desconhecem tempo e espaço e o bem está sempre de tudo. Fiquei encantada quando vi parte do seu trabalho e a seriedade do mesmo.
Dou graças a Deus por tê-lo encontrado ainda que entre cabos, fios e satélites...
São as maravilhas de Deus quando deu inteligência ao homem para construir pontes a tantos outros artefatos que colaboram para aproximar as pessoas e encurtar distâncias outrora tão imensas.
Aguardo com certa inquietude o momento de ler “ Encontros de Vidas”.
Deus o abençoe grandemente sempre!

Abraços fraternos!

Sempre sua amiga,

Dora Santos.

Angelino Pereira disse...

EM BUSCA DO NADA

Em constante tormento,
desde a origem do tempo
que o homem ousa o lamento
na sua sorte perdida.
Procura não sabe o quê,
enxerga o que não vê
em busca do nada da vida!

Porquê?

Angelino Pereira disse...

Obrigado pelo carinho e deixo minha

Mensagem no tempo

Mensagem no tempo
no tempo que fica,
em tempo de lamento de vida maldita.
Conversa mais conversa, palavras que o tempo apaga
promessa em promessa que conduz a nada!
Alertas que alertam opiniões gerais
para males que afectam classes sociais.
E o mundo continua alheio à sua dor
avança e recua inerte,
há muito que promete,
mas fá-lo sem amor!
Mensagem no tempo,
que o vento espalha no horizonte,
não fiques suspensa no espaço
vence montanhas, corta barreiras,
cerra fileiras, mas leva pra longe o meu abraço.
Mensagem no tempo
em tempo constante,
leva distante meu pensamento,
rasga as entranhas para vencer
e cala pra sempre meu triste lamento!
Se minhas palavras o mundo mudar
e morte causar à razão da pena
feliz vou partir quando a hora chegar
de minh’alma deixar a vida terrena!

Angelino Pereira disse...

Construir antes que os novos envelheçam, já que os “velhos” não resistem, com tanta falta de respeito pela vida.
Saber como, refletir porquê, e contar com todas as formas possíveis de viver. Porque afinal e vida é de Graça.
Abraço de quem respeita a Vida.
Angelino Pereira

Angelino Pereira disse...

Ao rebuscar entre textos que escrevi releio um deles que volto a lembrar, porque o mal continua a alastrar a vida:

Dedicatória

Publico crónicas e pensamentos em jornais.
Escrevo nos livros a minha história, a minha ilusão, a minha aventura ou imaginação!
Dou de mim tudo o que sou. Mas dou!
Dou ao mundo a minha vontade de vencer. O meu querer!
Exponho o meu pensamento. Sujeito-me à crítica de quem tem sensibilidade, ou não nada tem!
Mas dou a cara a tudo e sempre que sinto a injustiça, falo!
Observo o mundo que nos rodeia, o nosso habitat! A desilusão do Criador. A morte lenta, mas certa, de quem não sabe preservar o seu direito à vida.
Mas as tempestades de ventos gerados, por quem desrespeita as regras da Natureza, põe em risco também os inocentes. E eu não posso ficar calado!
Vejo a miséria que me revolta, sinto a ganância que me choca!
Sou uma insignificância de gente no meio de gente que não presta!
Há poucos mártires no mundo que sofrem na dor do semelhante!
Alguém pergunta, se um número tão reduzido tem voz no meio de tanta desumanização?
Há ideais que se batem até à morte por princípios em que acreditam e morrem na glória!
Eu não sei, por quanto tempo o mundo vai continuar a praticar tanta injustiça:
A morte de tantos inocentes, as lágrimas de choro tão dorido das nossas crianças, os milhões de estropiados físicos e de haveres, há muito fizeram a ira do Criador!
Escrevo bem ou mal, tanto faz!
Mas quero continuar a denunciar a dor do mundo e a merecer as bênçãos do Criador!
Quero ser igual em todos os dias, para que saibam quem sou!
Por tudo isto, eu quero dedicar os meus poemas aos que sofrem as injustiças daqueles que ainda não entenderam que o mundo vai ter que mudar, porque ninguém conseguirá a felicidade enquanto produzir a tristeza no seu semelhante!
Principalmente para as crianças de todo mundo, as grandes vítimas dos nossos erros, dedico as minhas palavras de esperança: Um mundo melhor virá!

(IN "O Problema da gente são as pessoas “Angelino Pereira_2004)

Angelino Pereira disse...

Ao saber, pelo número de entradas neste blog, que muitos leitores sentem a mensagem do autor, no poema que ele escreve,quero dizer-VOS: OBRIGADO, porque sinto que não estou só nesta campanha pela vida e pelo amor... Por isso vos digo: "AI JESUS!"

AI JESUS!

Deambulando pela rua
Nesta verdade nua e crua
De mundo cruel,
Onde o vinho da vida é fel,
Soergui o tempo em meus passos
Embasbacado de abraços e aplausos,
Que fazem o inexcedível
Na reverberação da luz,
Neste semblante, constante,
Que recalca os meus dias: minha cruz.
E na circunspeção do meu tempo
Não tenho senão caminhar
Neste desalento, que embasbaca
O mundo inteiro
E maltrata a vida. Ai Jesus!

Angelino Pereira



Angelino Pereira disse...

E para todas as mulheres, a minha homenagem, porque sem mulher não existe vida.

HINO À MULHER

Mulher

És a “máquina" mais complexa,
tu és o ser mais perfeito
que em todo o Universo existe.
Tu és a mais bela criatura,
dona de tamanha doçura
que o homem a ti não resiste.

Desde o teu rosto ao teu seio
num longo beijo de encanto,
meus lábios tocam teu corpo
e quase como d’um sopro
me sinto desfalecer
quando em teu ventre penetro
com algo de enlouquecer.

No gozo maior do mundo
Em teu corpo nu me fundo.
Em ti, construo coisa mais forte
do que a própria morte!
E num êxtase longo d’amor
eu já nem sinto a dor
da pobreza ou da má sorte.

Em ti, meu paraíso d’amor
minha comunhão carnal.
Em ti meu corpo aqueço
do gelo da multidão,
E num milagre divinal
em meu sêmen te ofereço
a semente da criação.


(IN “no conto do meu poema “_ Angelino Pereira_1995)

Angelino Pereira disse...

Combater e injustiça e lutar pela Dignidade Humana, é meu lema... E por isso o meu poema:

Criança Escrava

Eu vi
Uma criança deitada no chão.
Ora dormia, ora esmolava.
Eu vi
uma criança estendendo a mão.
Ora sorria, ora chorava.
Na sua frente um letreiro dizia:
"Dai-me dinheiro, preciso de pão".
Eu vi
uma criança perdida na multidão...
Sem esperança sem ilusão.
Eu vi
uma criança deitada no chão!
Tratada como sucata,
como farrapo no fio,
deitada como cão vadio
numa dor que "matava" o coração!
Eu vi
Uma criança deitada no chão!
Gente passava, gente corria
mas a criança ninguém via!
Retrato da escravidão humana.
Eu vi
uma criança deitada no chão
talvez cigana,
ou não.
Estava descalça, suja e maltratada
Devido à forma com era usada.
Usada porquê, e por que razão?
Eu vi
Uma criança deitada no chão!

Angelino Pereira

Angelino Pereira disse...

Para TODOS os leitores o meu grande abraço e desejo de felicidade. E sintam as emoções dos caminhos do romance:
http://novelartecine012.blogspot.pt/2012/06/encontro-de-vidas-em-penafiel-no-dia15.html

Angelino Pereira disse...

Olhando o nosso mundo, o que vemos?! Através da “caixa mágica” observamos a maldade e ouvimos os gritos da dor adormecida na fome de crianças que o homem escraviza. E o GRITO do poeta atormentado soa no tempo da irracionalidade que faz a guerra e mata a vida de tantos inocentes; e espera que o poema vença a ganância do homem: MEU GRITO.



Criança Escrava

Eu vi
Uma criança deitada no chão.
Ora dormia, ora esmolava.
Eu vi
uma criança estendendo a mão.
Ora sorria, ora chorava.
Na sua frente um letreiro dizia:
"Dai-me dinheiro, preciso de pão".
Eu vi
uma criança perdida na multidão...
Sem esperança sem ilusão.
Eu vi
uma criança deitada no chão!
Tratada como sucata,
como farrapo no fio,
deitada como cão vadio
numa dor que "matava" o coração!
Eu vi
Uma criança deitada no chão!
Gente passava, gente corria
mas a criança ninguém via!
Retrato da escravidão humana.
Eu vi
uma criança deitada no chão
talvez cigana,
ou não.
Estava descalça, suja e maltratada
Devido à forma com era usada.
Usada porquê, e por que razão?
Eu vi
Uma criança deitada no chão!

Angelino Pereira

Angelino Pereira disse...

Eu sei que você sabe
que bem longe,
além mar,
aquém pra você, fico eu,
lendo e ouvindo as melodias
que sempre acompanham meus dias...
Nem sempre sorrindo,
dias sofrendo,
mas lendo
nas dores físicas
e mentais
em ais de tudo,
porque tudo é imperfeito,
exceto Deus
e seus versos.
Abraços.

Angelino Pereira disse...

Ler "Encontros de vidas“, exige mais conhecimento da obra e do autor... Cada romance é escrito em um (num) tempo, no percurso literário do seu autor. Não se sabe porquê, mas sabe-se que cada romance está na memória de quem o cria, desde a vida que o viveu. O escritor nasce, vive e cresce e, da sua experiência, vai fazendo romances da vida de todos... Porque a história que se escreve é sempre a histórias das pessoas, que vivem, que viveram ou deviam ter vivido pela vontade de vida do escritor. Minha Amiga Dora se você ler "O Preço da Vitória" vai ficar a saber mais das suas origens, porque nesse romance está essência de tudo: os problemas e as soluções.
Muito agradeço a sua sensibilidade poética, a sua escrita e amizade. Talvez o tempo revele que já caminhamos nas mesmas ruas da cidade. Abraço.

Angelino Pereira disse...

Minha mensagem


Ouve esta mensagem atentamente
e lembra-te do meu olhar,
quão sincero brilhava naquele dia!...
Se eu pudesse cantava Demis Roussos
ou até Lara Fabian!
Cantava todo o Amor de Luís de Camões,
e ao meu poema dava tamanha voz!...
p’ra qu’esta dor não seja sofrida em vão,
no inconformismo de Barbosa du Bocage!...
Vou mandar ao mar meus galeões.
Vou encarnar no pássaro mais veloz!
Vou trazer-te definitivamente,
para voltar a brilhar o meu olhar!

(In \"Renascer\"_Angelino Pereira_2006)

Angelino Pereira disse...

Se me perguntarem: Onde queres estar? Eu respondo: Quero estar aqui.

Se me perguntarem: O que te dá mais prazer? Eu direi o que mais gosto de fazer: ler, escrever, ouvir os sons da natureza, e ficar intemporalmente a contemplar as maravilhas que Deus fez de Graça para os homens, e eles, cegos, não veem!.. E em vez de gozarem o maravilhoso, semeiam o odioso de tudo sem nenhuma razão. Por isso, minha Amiga Dora, encontrar este recanto poético é como poder falar diretamente com o Divino. É um Hino de Paz. O meu Grande Abraço através de tudo que faço para o seu blog.

Obrigado

Angelino Pereira disse...

QUERO, DAQUI, ENVIAR UM GRANDE ABRAÇO, PARA OS MEUS CATEQUIZANDOS, com a canção - oração - que todos cantamos:
http://www.youtube.com/watch?v=sX8cNqRIWB0

Flor de Lotus disse...

Obrigada por compartilhar conosco uma oração tão linda em forma de música.
Ter a certeza da presença de Deus em nossas vidas nos faz mais fortes na caminhada às vezes árdua.

Um abraço de além mar!

Angelino Pereira disse...

E depois desta viagem,
no tempo de cada um,
fica a suave miragem
do todo, que é nenhum...

Angelino Pereira

Angelino Pereira disse...

“Será que o padre Alberto não sabia que Beatriz estava apaixonada pelo filho do Manél da Presa? Mas então o rapaz tinha outro amor para curar a dor do primeiro e, se o sabia, porque afastou Francisco da aldeia da Luz?” Ao mesmo tempo que ia fazendo conjeturas de vida, continuou a ler o que mais trazia de novo aquela carta extensa de saudade:

Meu amor…
Pediste‑me que te contasse!
O que conto?
Que o tempo é cruel e não passa…
Conto que tenho saudades de ti!
E mesmo no fel desta desgraça
Não m’arrependo do que senti!


O que conto?
Conto que muito gostava de te ver
Conto que tudo voltava a sorrir
E no conto de tanto te querer
Perdia o conto de te ver partir!

O que conto?

Conto que tenho dentro de mim
Algo de teu que mexe no meu ser
E neste conto de estar tão bem assim
Já te sinto em mim mesmo sem te ter!


Mas juro que mesmo que te conte
Tudo o que me apetece revelar…
Ainda fico com este grande conto
Quando contigo poder contar!


E conto:
Quero sorrir na frente do teu olhar
Um dia, uma hora ou até um minuto
Mas onde pudermos finalmente estar!
Com nosso amor e amado fruto.
..........
Havia um segredo na aldeia da Luz que possivelmente estava a causar um grande sofrimento, ou no mínimo, ansiedade e, com certeza, a preocupar Beatriz."


Um Romance carregado de emoções e poesia.
Só quem lê pode experimentar...

LEIA, também, "ENCONTROS DE VIDAS"
um romance apaixonante.

Angelino Pereira disse...

SE EU PUDESSE

Se eu pudesse
Dar-te-ia este mundo
Que tenho agarrado na minha mão.
...Se eu pudesse...
Germinaria em ti um mundo novo
E a minha continuação.
Ah! Se eu pudesse!
Dar-te-ia tudo e a alma
Meu ser, meu abrigo,
Pelo sabor e esta calma
No tempo que estou contigo...

Angelino Pereira

Angelino Pereira disse...

Quando me sinto com aquela vontade de escrever... Ligo a minha música preferida, harmoniosamente, silenciosamente... Sem o ruído do mundo e dos homens, e as palavras fluem como água cristalina na minha mente.... A gente, não sabe explicar como é viver e amar... Mas sente tão docemente... E os olhos se abrem com um sorriso tão aberto que já não fica perto... Vai, vai, vai e sai de mim e voa por aí... onde os amigos esperam por mim... E mesmo que assim, eu não saia fisicamente daqui... estou aí e em qualquer lugar, onde se quiser amar.... É preciso amar as palavras para que elas acariciem sem magoar. Abraço.

Angelino Pereira disse...

Obra inacabada

Eu tenho tanta coisa para fazer

e o tempo corre com tanta velocidade!

Já não sou propriamente um jovem

e não posso parar o tempo.

Mas, eu tenho tanta coisa para fazer!

A primavera do meu tempo

foi seca, estéril...

A flor que havia em mim para desabrochar

hibernou tanto tempo

que a seiva contida quase acabou por secar.

Amordaçado e depressivo não tive direito a errar,

nem tempo para aprender.

Mas o tempo não pára e mata meu tempo de viver!

E eu tenho tanta coisa para fazer!

Quero tempo para estar aqui com o pobre

e mais além com o rico

Quero ser um operário, um aristocrata, um democrata...

Quero ser um vagabundo, um plebeu ou ateu...

Eu tenho tanta coisa para fazer!

Quero ser um artista um pintor,

um viajante, passeante ou residente...

Quero ser toda a gente,

mas quero ser eu!

E se gastar meu tempo

sem tempo para acabar

esvair-se-á um lamento

na hora do meu expirar!

Angelino Pereira disse...

A vida de cada um é uma mão cheia de sonhos; alguns tornam-se realidade e outros partem connosco.
Mas quem tem amigos como eu, a realidade chega antes do sonho! Meu abraço aos amigos, porque na realidade quem, ao longo da sua vida, não os tem, de nada valeu ter vivido.

Angelino Pereira disse...

Desculpa Amigo!
http://www.avspe.eti.br/poesias/Angelino.htm

Angelino Pereira disse...

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_a/Angelino_Pereira.htm

Angelino Pereira disse...

Se mais soubesse bem mais diria
No tempo e na vida, feita de alegria
Que ecoa do Ser e na poesia.
A festa já começou
Porque tudo tem um princípio
E, sem que se saiba o fim
Espera-se, que o tempo prolongue a vida
Porque a obra não morre no tempo que a gera
E se mais impera a glória do feito
Com todo o respeito, eu quero estar
Com todos os amigos...
Nesse imenso amar, que faz o meu jeito.

(Angelino Pereira)

Angelino Pereira disse...

A vida de cada um é uma mão cheia de sonhos; alguns tornam-se realidade e outros partem connosco.
Mas quem tem amigos como eu, a realidade chega antes do sonho! Meu abraço aos amigos, porque na realidade quem, ao longo da sua vida, não os tem, de nada valeu ter vivido.
http://www.youtube.com/watch?v=hoJ2pS6P99E&feature=player_embedded

Angelino Pereira disse...

Faço minhas palavras do Prof. Doutor Eugénio Lisboa:
“A velhice, Senhor Primeiro-Ministro, é, com as dores que arrasta – as físicas, as emotivas e as morais -, um período bem difícil de atravessar. Já alguém definiu como departamento do Purgatório... Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direção, mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados, (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até aos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para a “Segurança Social”, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longo. Chegado, já sobre tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações mos custos da saúde, atualizações salariais – tudo pela borda fora, incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheirinhos e aas empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.”
[In Jornal “As Artes Entre As Letras” (págs. 22/23) Prof. Doutor Eugénio Lisboa, (págs. 22/23), 26 setembro 2012]

Angelino Pereira disse...

“Seja no que for, só se recebe na medida do que se dá" (Honoré de Balzac). Será que contemplar o fruto da árvore proibida faz feliz quem nunca provou o seu sabor? Porque então Eva pecou e levou Adão a pecar? Foi pela sabedoria ou pelo prazer do sabor? Ou já se sabia ela o que havia de escrever Alexandre Herculano: “O medo é o pior conselheiro”. Então Adão avinhou o futuro como William A Ward: ”O professor medíocre conta, o bom professor explica, o professor superior demonstra.” Todavia, o sonho alimenta vida e ver tanta maravilha dá vida a quem sonha. Vou continuar a contemplar...Abraço a todo o belo.
Preciso de contemplar?! SIM! No contemplar faço a minha forma de escrever e amar. E os sabores que vou criando sustentam a minha paixão... Quero ver esse Pôr-do-sol, o único e deixar-me levar os esses raios de luz, no brilho de um novo nascer! É preciso renascer para poder continuar a criar...
Abraços.

Angelino Pereira disse...

Para 17 novembro, dia do não fumador:



DIA DO NÃO FUMADOR


Fumar para quê
Que gozo o fumo poderá ter
Em comparação com a vida que podes perder?
Vício que teima
Vício que mata
Que sabor, que guloseima!
Mas a vida se escapa......
Tu, que vais ser mãe
Que em teu ventre trazes
O fruto da nova geração,
Medita também, vê o que fazes
Pensa nos efeitos nocivos da nicotina e do alcatrão!
O teu Ser indefeso não sabe
Mas sente o efeito da poluição.
Tu fumador,
Por causa do teu cigarro
Trazes contigo, um perigo iminente
Tiras o abrigo, fazes sofrer tanta gente
E provocas tanto mal
Que por desleixo em tempo quente
Deitas o fogo à riqueza florestal.
Que prejuízo, que atrocidade,
Tantos males que o tabaco nos veio dar
Que vale a pena pensar:
Se vivo em sociedade
Quais os benefícios que lhe dou de fumar?
Fumador, toma atenção
Nos perigos que o fumo tem
Estima o teu coração.
Doutor que tratas doentes
Toma cuidado também,
Conselhos é fácil vender,
Tu assim fazes doutor
Se é preciso ver p'ra crer
Que meios pretendes mais ter
Se os tens e não queres ver
Que o tabaco é poluição e faz mal ao coração?
Teu fim está prometido
Mas, devagar não tenhas pressa
O tempo passa sem se sentir
E se fumar fosse coisa
Próprio da Natureza
Terias nascido com chaminé na cabeça
Para o fumo poder sair!
No escritório, na fábrica,
Em recintos públicos, em qualquer lugar
Vamos todos eleger
O melhor meio para nos proteger
E para começar, vamos deixar de fumar.
Na certeza de que não há prazer
Melhor, do que saúde ter,
Liberta-te do mal que o tabaco te possa causar
Investe o teu capital
Em tudo aquilo que saúde te possa trazer
E felicidade te possa dar.
Neste dia, de novembro, dezassete
DIA DO NÃO FUMADOR
Faz do cigarro grande frete
Ou deita o cigarro à retrete
E a vida será muito melhor!

(In” no conto do meu poema” – 1995_ Angelino Pereira





Angelino Pereira disse...

Bem como a vida pode florescer
o momento pode acontecer...
na mais sublime forma d'estar
porque o tempo é feito para amar.

E todos irão ter com certeza
vida plena da Mãe Natureza
pra gozarem a felicidade merecida
porque Deus é Amor. Ele é Vida.

(Angelino Pereira)

Angelino Pereira disse...

Minha estimada Amiga Dora
Obrigado pela sua generosidade... Eu também não me acho no mundo que desejo, ou que desejaria. Tanta maldade que me têm feito, por este meu pensamento "louco", o ser diferente dos demais irracionais que abundam por todos os lados, com contos sofisticados de vigários.... Tantas histórias que tenho para contar.... E não querem ler!
Continuarei contando estórias nos meus romances
Abraços.

Angelino Pereira disse...

Por você.

Nesta data,

neste abrasador verão,

de chuva e sol na praia,

meu pensamento campeia

no bosque que o tempo cavou.

Nas encostas que a vida fez,

com poucos invernos pra vir,

fecundará outra vez

o que a geada queimou.


Mas sua rosa tão bela,

Que hoje levo na lapela,

Porque é dia do Senhor.

Nesse vermelho que é vida

Vou sentir sua alma querida

E lembrar o seu amor.

Pra você



Angelino Pereira disse...

Hoje quer dar-vos uma prenda com votos de feliz natal. Abraços.

Angelino Pereira disse...

Parabéns pelo vosso amor e carinho à distância. Por esse navegar constante entre mares agitados do tempo; por esse voar no espaço à procura de Amizade. Obrigado por esse amar desinteressado e esse abraço que fazem a nossa verdade de agora e de sempre, porque acreditamos que é possível um mundo melhor. E nestas estradas da comunicação eu quero deixar meu poema com o Deus Menino para vos abraçar e desejar, bem como a todos os vossos familiares e amigos, um Santo e Feliz Natal e que o Novo Ano vos traga, uma Nova Era: o início de muito e bom tempo para ouvirdes o canto da vida.

Hoje é Natal!

Hoje é natal, nasceu o Menino.
Ilumina-se o céu com esplendor,
Cantam os Anjos um novo hino
Paz entre os homens: viva o amor!

Abram os braços, homens de bem
Hoje é natal, volta a esperança
O Deus Menino, que nada tem
Volta também a ser criança!

Lá longe o céu mostra uma estrela
Do infinito chega uma luz
Olhem o céu, já podem vê-la!
Paz entre os homens: Ámen-Jesus!

Hoje é Natal!

Angelino Pereira


Angelino Pereira disse...

Gota de cristal
no belo natural,
tão simplesmente!
E num poema imortal
faz a diferença igual,
o poeta,
tão generosamente!...

Angelino Pereira disse...

Faço um poema: Tanto meu sentir
Neste imenso amor: Tanto espero
E tantas loucuras deste florir...
Faço neste amor: meu desespero

Digo nas palavras alma que sente
No vigor da vida e força d’amar
E nos dissabores d’ amor ausente
Não sei quem sente nem quem pode estar.

Engendro então novo poema
Que seja o sal ou faça a gema
Que imortalize um novo amor.

Em todo o tempo desnutrido
Num tempo às vezes sem sentido.
Mas tudo encontra alma e vigor...

Angelino Pereira - meu julho 2012

Angelino Pereira disse...

A FNAC teve a presença da mais ilustre personalidade alguma vez dissertando sobre a obra e autor, o Digníssimo Doutor Theodomiro Gama Júnior, Professor Associado da Universidade Federal do Pará – Brasil e grande investigador em neurociência e formação de consciência, que muito ensinamento deixou aos presentes.
A obra inevitavelmente seguirá o seu caminho até ao infinito… Apesar do sistema, que é afinal o mal de todas as desgraças…
E sempre acontece algo diferente, porque cada momento é único, e esse, pertence indiscutivelmente a cada um… Cada ser move-se com a energia que comanda uma consciência que é afinal aquela que dita a vida que lhe pertence.
Foi MARAVILHOSO. Aqui deixo um Abraço ao Ilustre Professor Doutor Theodomiro Gama Júnior pelas suas palavras e AMIZADE, que muita felicidade produziu no autor e na viagem de “O Enviado” OBRIGADO.
Afinal a neurociência explica que “O Enviado” chegou e ainda não se sabe onde vai ficar enquanto uma nova consciência terá de se formar… Apesar da grande carga de energia negativa que se opôs à sua chegada, “O Enviado” venceu e um momento maravilhoso aconteceu… Basta ouvir o arauto que anunciou a sua chegada e refletir nas suas palavras. Também o meu obrigado a todos leitores que quiseram participar na festa e a outros, em lugares distantes, que manifestaram o desejo de participar. Agarrem “O ENVIADO”, ele anda por aí… É vosso. Abraço.

Angelino Pereira disse...

Pretende-se, com esta obra literária, resultado de um trabalho de várias décadas de investigação, gerar ensinamentos de vidas para que não cometam os mesmos erros que infelizmente persistem.
VTS 01 2
www.youtube.com

Angelino Pereira disse...

Depois do grande sucesso na Bienal do Livro de São Paulo, no recente agosto, chega agora a Portugal, com encontro marcado para Guimarães....E «Caminhando com ela» ....Um romance apaixonante.

ProfessorAngelino Pereira disse...

O LIVRO DAS GRANDES REVELAÇÕES....
CONTINUA A «MEXER» CONSCIÊNCIAS....

OBRIGADO

O Preço da Vitória

No princípio era "um livro grosso".
Não lhe peguei de imediato, como faço tantas vezes, substituindo um livro, que venho lendo, por outro que, entretanto, me desperta maior interesse e que, por isso, começo logo a ler. A espessura do livro é um obstáculo bem grande. Continuei, portanto, a ler o livro que vinha lendo. Que vinha lendo muito lentamente. Porque eu, quando leio, não leio simplesmente. Eu estudo. E tenho pena de não conseguir assimilar tudo o que estudo. Mas alguma coisa vai ficando na memória e me dá alguma satisfação, enquanto leio, poder compreender muitas situações da vida, através da opinião dos autores. Gostaria de ser escritor, mas também tenho muito gosto em ser leitor. O leitor tem a possibilidade de gostar muito ou gostar pouco de uma obra, e, com isso, tem a possibilidade de aprender com todas as obras que lê. Quando leio, uma coisa que não deixo de fazer é assinalar as expressões polémicas e divergentes, que os computadores não detetam, entre as diferentes escritas dos diferentes autores, e, sendo assim, consigo identificar facilmente os erros gramaticais, como um jogo que acho interessante. Aprecio a construção das frases e a coerência das ideias, muito mais quando as frases as transmitem muito de acordo com a realidade.
Quando comecei a ler "O Preço da Vitória", comecei a perceber que não iria ser fastidioso, cansativo. Lia-se facilmente e as imagens que as frases sugeriam mostravam muitas situações das vidas das pessoas, daquelas que nós somos, e daquelas que convivem connosco, no dia a dia. Por vezes, certas ideias e certas imagens surgem na mente do leitor, antecipadamente, como se ele as estivesse a adivinhar, como se já as tivesse vivido e como se as estivesse a reviver e a escrever naquele momento.
Por vezes, vem à mente a ideia de que um livro tão extenso, e tão ordenado, só pode ter sido apoiado numa quantidade grande de apontamentos, num arquivo muito bem feito, ou num diário de muitos anos. E diga-se também numa inteligência prodigiosa e numa memória quase fotográfica.
Alguém disse que o escritor escreve a obra, mas que o leitor a reescreve. Isto nem sempre é verdade, porque há obras que o leitor lê somente para delas poder tirar algum possível benefício, para pelo menos conhecer o estilo do escritor. Mas nunca seria o seu reescritor.
Quanto ao "Preço da Vitória", não desdenho de ser um dos seus reescritores, por eu ser um dos seus interessados leitores e também porque, tendo sido professor no inicio da minha profissão na Escola Primária da Rua do Sol, no Porto, era vizinho da Escola Oliveira Martins, que me fazia lembrar a Escola Industrial e Comercial de Vila Real, onde fiz o Curso Geral do Comercio. Que fui valorizando continuando a estudar.
Começou a interessar-me muito a leitura do livro, porque vivi, ao longo da minha vida, muitas situações parecidas às que o livro relata. Não me sai da mente a imagem dos pirolitos, que se usavam há muitos anos.
À medida que ia lendo, sempre lentamente, e apreciando os cenários que se iam sucedendo, fui deixando de ver "um livro grosso" e comecei a ver nele "um grande livro".
Na primeira metade do livro, de uma maneira geral, predominam as cenas simples e as descrições fáceis, porém na segunda metade, as situações tornam-se mais complexas e as explicitações mais eruditas. Talvez tenha sido devido à evolução cultural do Joel, a que não foi alheio o autor.
"Um livro grosso", "um grande livro", "um bom livro".
"O Preço da Vitória".
E por que não "O Prémio da Vitória?"

João Manuel Vieira da Cunha
25-05-2015
https://www.youtube.com/watch?v=hoJ2pS6P99E

ProfessorAngelino Pereira disse...


https://www.youtube.com/watch?v=hoJ2pS6P99E

Anônimo disse...

Podemos sempre recordar os amigos...Podemos sempre recordar os momentos de felicidade que vivemos... Podemos até amar eternamente... Mas tempo, temos o que temos e nem mais um segundo... Por isso é preciso dizer hoje o que amamos e quem amamos...E sem qualquer complexo dizer com toda a coragem. AMO-te... Assim disse o que disse:

http://www.gondomartv.com/external-videos/apresentacao-na-guerra-se-fez-amor-titulo-do-novo-livro-de-angelino-pereira/.

Anônimo disse...

Como passa o tempo? Na verdade o tempo não passa …o que passa é a nossa vida… o tempo sempre existiu e sempre ficará para outras vidas… Somos peregrinos numa caminhada para podermos usufruir do maravilhoso que a natureza nos oferece e é pena que os homens não valorizem o belo e morram sem gozarem esse maravilhoso que têm ao seu dispor. E se dessem mais valor ao belo interessar-se-iam mais pela cultura, pela Arte, porque é aí que os homens se afirmam e se realizam e onde são mais felizes.
Se assim pensassem valorizavam mais cada minuto do tempo que gastam em cada dia que se deve viver como se fosse o último, porque na realidade ninguém sabe quanto tempo o tempo lhe dá… Sem birra, sem ganância e sem inveja, porque ninguém toma o tempo de outro mas cada um vive o seu próprio tempo…O ontem já se foi e o amanhã ninguém sabe se vive, pelo que viver hoje é a única certeza, sem saber quanto! Desejo BOM ANO para todos meus leitores e amigos. Abraços..

ProfessorAngelino Pereira disse...

Como passa o tempo? Na verdade o tempo não passa …o que passa é a nossa vida… o tempo sempre existiu e sempre ficará para outras vidas… Somos peregrinos numa caminhada para podermos usufruir do maravilhoso que a natureza nos oferece e é pena que os homens não valorizem o belo e morram sem gozarem esse maravilhoso que têm ao seu dispor. E se dessem mais valor ao belo interessar-se-iam mais pela cultura, pela Arte, porque é aí que os homens se afirmam e se realizam e onde são mais felizes.
Se assim pensassem valorizavam mais cada minuto do tempo que gastam em cada dia que se deve viver como se fosse o último, porque na realidade ninguém sabe quanto tempo o tempo lhe dá… Sem birra, sem ganância e sem inveja, porque ninguém toma o tempo de outro mas cada um vive o seu próprio tempo…O ontem já se foi e o amanhã ninguém sabe se vive, pelo que viver hoje é a única certeza, sem saber quanto! Desejo BOM ANO para todos meus leitores e amigos. Abraços..

Angelino Pereira disse...

Minha obra teve principio mas não tem fim... porque viverá sempre no leitor...

http://angelino-pereira.blogspot.pt/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=41